O poeta José Ribamar Ferreira, nascido a 10 de setembro de 1930, na cidade de São Luís do Maranhão, fica marcado na história do Brasil como Ferreira Gullar.
Uma das suas importantes publicações completa, neste ano, 30 anos de existência, com diversas edições publicadas. Trata-se de "Toda Poesia", obra em que o autor reúne diversos poemas e poesias dos seus últimos 30 anos, a época da publicação da primeira edição em 1980. Hoje a obra apresenta-se organizando os últimos 70 anos de trabalhos realizados pelo autor.
O lirismo trágico e subversivo de Ferreira Gullar é um pequeno mundo dos problemas mais candentes da beleza poética que estamos vivendo e de que esse grande poeta é uma das vozes mais autênticas. Há na sua poesia uma riqueza de Brasil, de coisas nossas, de gente e paisagem nossas, que lhe dão a marca local, nacional e, portanto, universal.
Fica a referência da obra desse importante literata brasileiro que tem a sua história marcada pela luta e combate contra os períodos ditatoriais e de opressão à classe trabalhadora.
Referência: GULLAR, Ferreira. Toda poesia: projeto 70 anos. 14. ed. São Paulo: José Olympio, 2004. Preço da Editora: R$ 53,00.
Espaço para pensar e discutir concepções de homem, mundo e sociedade.
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Domínio Público
Temos uma poderosa biblioteca pública, criada pelo Ministério da Educação chamada de "Domínio Público". Criada em novembro de 2004, com cerca de 500 obras, hoje apresenta mais de 160 mil mídias, entre som, imagem, texto e vídeo.
De fácil acesso e auto-descrição, encontramos clássicos, como a "A Divina Comédia" de Dante Alighieri, obras clássicas da Literatura brasileira, como Machado de Assis, e da Ciencia Política como Karl Marx, León Trotsky, às mais diversas áreas do conhecimento. Acesse: http://www.dominiopublico.gov.br/.
Vale apena interarir com esta ferramenta!!
Dados sobre a mídia disponível:

domingo, 9 de maio de 2010
Nossa Mãe protetora...
No Brasil, comemora-se no dia de hoje importante celebração: é o Dia das Mães. Data em que, nos diversos lares e lugarejos, as atenções voltam-se para a mais importante figura da composição familiar. As mães são homenageadas de todas as formas, presencialmente ou a distância, seja por carta, por e-mail, por um telefonema rápido e embevecido, ou ainda por uma delicada missiva.
O que se vê por detrás desses elementos constitutivos das adorações realizadas nesse dia é o reconhecimento, infinito, de que somos gratos, penhorados por todos as atenções e cuidados que nos foram empregrados nos diversos anos de nossa vida por nossas Mães e que, certamente, sustentam-se até os últimos minutos de suas vidas na Terra. Não há como não amá-las por isso.
A origem dessa data ou de um dia em comemoração às Mães, remonta ao período Grego. Na Grécia Antiga, ao adentrar a primavera, as horas à deusa Reia (esposa de Cronos e Mãe dos Deuses) faziam parte das comemorações do período. Neste dia, os gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem homenagens à deusa.
No período medievo, por volta do século 17, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os seus senhores. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
Com a propagação do cristianismo pela europa, inicialmente, uma comemoração da igraja católica passou a ser realizada, e o catolicismo denominado de "Igreja Mãe". Ao longo dos anos seguintes, houve uma fusão entre as comemorações do Domingo da Mãe e da Igreja Mãe, tornando-se uma data única.
Nos Estados Unidos da América a comemoração de um dia dedicado às Mães foi sugerida pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz.
Todavia, o fato que melhor expressa o intuito da celebração de um Dia das Mães no mundo ocidental é creditado à Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe faleceu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a S.ª Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton – encarnados para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com símbolos de pureza, força e resistência das Mães.
Segundo Anna Jarvis seria objetivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais ativo sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, atos de afeto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe. Com a sua campanha vitoriosa em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.
O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia das mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Neste mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.
Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem frequentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.
A data foi trazida para o Brasil pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, que no dia 12 de maio de 1918 celebrou o primeiro Dia das Mães. Em 1932, o presidente Getúlio Vargas oficializou a data no 2º domingo de maio.
Hoje o que vemos é o retorno, se é que isso acabou desde à época de Anna Jarvis, ao consumismo no Dia das Mães. Uma data que se incentiva pela oportunidade da movimentação de mercadorias e consequente aumentos de lucros pelo capital. O carinho às Mães resume-se no presente oferecido nesta data, sem generalizações. É preciso, novamente, combater isso, em um país que 17,2% das Mães criam seus filhos sozinhas (IBGE), a atenção à maternidade deve ser zelada todos os dias do ano.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Encomodada...

Vocês já sentiram o incômodo em viver neste mundo desigual?
Embora a desigualdade esteja no bojo das relações de poder e de classe, subjugada a relação social do homem desde a antiguidade, a realidade de desigualdade (atrelada à exclusão) em nossa sociedade está cada vez mais acirrada, pra não dizer mais absurda.
A desigualdade está em todo lugar na sociedade capitalista: nas disparidades econômicas e sociais; na falta de acesso a moradia com as mínimas condições de higiene e segurança; na precariedade do serviço de saúde com falta de médicos, medicamentos e atendimento de urgência; a verdadeira educação de qualidade, a qual garanta ao cidadão não somente os conhecimentos curriculares elementares, mas, sobretudo, a construção de um espaço de educação de homens e mulheres críticos.
Mais o que mais me incomoda é a forma tranqüila, apaziguadora e conformista que lidamos com as desigualdades, com a exclusão e com a mais variadas formas de violência (mesmo quando somos nós os atingidos), ainda assim, lidamos com benevolência... dizendo... "nada vai mudar!" .. "o Brasil não tem jeito!" ... "Deus nos deu isso, ou esta situação, não podemos fazer nada!"
Todos esses pensamos medievais e culturalmente manipulados para nos conformar com quem tem muito, com quem rouba o cidadão e com quem não faz nada quando nos representa (político), faz-me refletir... Até quando eles vão conseguir nos deixar inerte???
A desigualdade está em todo lugar na sociedade capitalista: nas disparidades econômicas e sociais; na falta de acesso a moradia com as mínimas condições de higiene e segurança; na precariedade do serviço de saúde com falta de médicos, medicamentos e atendimento de urgência; a verdadeira educação de qualidade, a qual garanta ao cidadão não somente os conhecimentos curriculares elementares, mas, sobretudo, a construção de um espaço de educação de homens e mulheres críticos.
Mais o que mais me incomoda é a forma tranqüila, apaziguadora e conformista que lidamos com as desigualdades, com a exclusão e com a mais variadas formas de violência (mesmo quando somos nós os atingidos), ainda assim, lidamos com benevolência... dizendo... "nada vai mudar!" .. "o Brasil não tem jeito!" ... "Deus nos deu isso, ou esta situação, não podemos fazer nada!"
Todos esses pensamos medievais e culturalmente manipulados para nos conformar com quem tem muito, com quem rouba o cidadão e com quem não faz nada quando nos representa (político), faz-me refletir... Até quando eles vão conseguir nos deixar inerte???
A Dica de Leitura
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A linguagem do império
léxico da ideologia estadunidense
Domenico Losurdo
"No plano estratégico, a fraqueza dos Estados Unidos emerge de alguns dados elementares: com 5% da população mundial e 20% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial, eles representam 50% das despesas militares do planeta! A longo prazo esta situação é insustentável, sobretudo se se leva em conta que o percentual estadunidense do PIB mundial tende a diminuir, enquanto continua a crescer a dívida pública. A avaliação é do filósofo italiano Domenico Losurdo que, em entrevista exclusiva à Carta Maior, analisa a situação da maior potência do planeta e a possibilidade do surgimento de uma alternativa à atual hegemonia norte-americana." (Emir Sader Agência, Carta Maior - 5 de maio de 2010)
Referência: LOSURDO, Domênico. A linguagem do império: léxico da ideologia estadunidense. São Paulo: Boitempo, 2010
Preço da Editora: R$ 49,00
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