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domingo, 9 de maio de 2010

Nossa Mãe protetora...


No Brasil, comemora-se no dia de hoje importante celebração: é o Dia das Mães. Data em que, nos diversos lares e lugarejos, as atenções voltam-se para a mais importante figura da composição familiar. As mães são homenageadas de todas as formas, presencialmente ou a distância, seja por carta, por e-mail, por um telefonema rápido e embevecido, ou ainda por uma delicada missiva.

O que se vê por detrás desses elementos constitutivos das adorações realizadas nesse dia é o reconhecimento, infinito, de que somos gratos, penhorados por todos as atenções e cuidados que nos foram empregrados nos diversos anos de nossa vida por nossas Mães e que, certamente, sustentam-se até os últimos minutos de suas vidas na Terra. Não há como não amá-las por isso.

A origem dessa data ou de um dia em comemoração às Mães, remonta ao período Grego. Na Grécia Antiga, ao adentrar a primavera, as horas à deusa Reia (esposa de Cronos e Mãe dos Deuses) faziam parte das comemorações do período. Neste dia, os gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem homenagens à deusa.

No período medievo, por volta do século 17, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os seus senhores. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.

Com a propagação do cristianismo pela europa, inicialmente, uma comemoração da igraja católica passou a ser realizada, e o catolicismo denominado de "Igreja Mãe". Ao longo dos anos seguintes, houve uma fusão entre as comemorações do Domingo da Mãe e da Igreja Mãe, tornando-se uma data única.

Nos Estados Unidos da América a comemoração de um dia dedicado às Mães foi sugerida pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz.

Todavia, o fato que melhor expressa o intuito da celebração de um Dia das Mães no mundo ocidental é creditado à Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe faleceu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a S.ª Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton – encarnados para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com símbolos de pureza, força e resistência das Mães.

Segundo Anna Jarvis seria objetivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais ativo sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, atos de afeto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe. Com a sua campanha vitoriosa em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.

O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia das mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Neste mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.

Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem frequentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.
A data foi trazida para o Brasil pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, que no dia 12 de maio de 1918 celebrou o primeiro Dia das Mães. Em 1932, o presidente Getúlio Vargas oficializou a data no 2º domingo de maio.

Hoje o que vemos é o retorno, se é que isso acabou desde à época de Anna Jarvis, ao consumismo no Dia das Mães. Uma data que se incentiva pela oportunidade da movimentação de mercadorias e consequente aumentos de lucros pelo capital. O carinho às Mães resume-se no presente oferecido nesta data, sem generalizações. É preciso, novamente, combater isso, em um país que 17,2% das Mães criam seus filhos sozinhas (IBGE), a atenção à maternidade deve ser zelada todos os dias do ano.

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